sexta-feira, 15 de março de 2013

Anhanguera (AEDU3) pode ser atuada pelo Cade

Anhanguera (AEDU3) pode ser atuada pelo Cade

Data :07/03/2013 @ 16:50
Fonte :Repórter ADVFN
Ativo :Anhanguera ON (AEDU3)
Cotação : 38.69  0.44 (1.15%) @ 19:21




Anhanguera (AEDU3) pode ser atuada pelo Cade

Setor educacional… e olha isso!

Acontece que um pedido de vista acabou adiando a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, ou CADE, com relação à compra por parte da Anhanguera (BOV:AEDU3) de unidades do grupo Anchieta (duas unidades do Instituto Grande ABC de Educação e Ensino e a Novatec Serviços Educacionais). Essa operação é de abril de 2011 e envolve a aquisição das mantenedoras da Faculdade Anchieta e Faculdade de Tecnologia Anchieta em um negócio no montante de R$ 74,8 milhões.

O motivo da ação do cade é que as empresas envolvidas não terem, dentre outras coisas, informado de maneira correta a respeito de com participação em outras companhias deste mesmo setor – e o valor da multa aplicada para cada um dos auto de infração não foi estabelecido, mas pode pode chegar em algo entre R$ 5 mil e R$ 5 milhões!

Seguimos de olho no mercado…

Anhanguera ON (BOV:AEDU3)
Gráfico Histórico do Ativo

1 Ano : De Mar 2012 até Mar 2013
Click aqui para mais gráficos Anhanguera ON.


Anhanguera ON (BOV:AEDU3)
Gráfico Intraday do Ativo

Hoje : Quinta 14 Março 2013
Click aqui para mais gráficos Anhanguera ON.

http://br.advfn.com/noticias/ADVNEWS/2013/artigo/56616546

Cade vai autuar empresas envolvidas no caso Anhanguera e Anchieta



07/03/2013 às 14h37

Por Thiago Resende | Valor



Um pedido de vista adiou a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a compra pela Anhanguera de duas unidades do grupo Anchieta - o Instituto Grande ABC de Educação e Ensino e a Novatec Serviços Educacionais. . 

Anunciada em abril de 2011, a operação envolve a aquisição, portanto, das mantenedoras da Faculdade Anchieta e Faculdade de Tecnologia Anchieta. O valor no negócio foi fechado em R$ 74,8 milhões.

O Cade vai instaurar autos de infração contra as três empresas envolvidas na operação. O motivo é o fato de as empresas não terem, por exemplo, informado corretamente sobre membros com participação em outras companhias do mesmo setor. 

O valor da multa aplicada por meio de cada auto de infração ainda não foi estabelecido pelo órgão antitruste, mas pode variar de R$ 5 mil a R$ 5 milhões. As empresas, após a notificação, poderão se defender.

Além desses autos, o Cade também vai investigar todas as respostas a ofícios enviados a empresas e pessoas físicas pedindo informações para embasar a decisão do órgão a respeito do negócio. Se constatadas informações erradas, o Cade poderá abrir outros autos de infração.



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Leia mais em:

Cade investigará informação enganosa em negócio envolvendo Anhanguera


07 de Março de 2013

Órgão apertará o cerco à consolidação do setor após erros de participação de mercado verificados em documentação de empresas


Campus da Anhanguera Educacional na cidade de Piracicaba (SP) (Divulgação)
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu fazer um mergulho nas operações de fusões e aquisições do setor educacional brasileiro para entender os intrincados negócios feitos nos últimos anos no país, com uma participação maciça do setor financeiro. A intenção é identificar quem está por trás desses grupos para desvendar qual é o real nível de concentração do setor.

Exemplo da atuação do Cade no setor ocorreu nesta quarta-feira, quando o órgão suspendeu o julgamento sobre a operação de compra da Novatec e do Instituto Grande ABC (IGABC) pelo Grupo Anhanguera, anunciada em abril de 2011. A interrupção se deu porque o conselheiro Eduardo Pontual fez um pedido de vista para reavaliar o processo, que estava sob a relatoria do conselheiro Alessandro Octaviani.

O próprio relator decidiu instaurar um auto de infração por "enganosidade" de informações. De acordo com Octaviani, o fornecimento de informações ao Cade para apuração da operação foi "enganoso". Como exemplo, o relator mencionou que uma das informações que chegaram à autarquia foi a de que um dos sócios detinha 7% de participação em determinado grupo empresarial da área de educação. Depois de a informação ser confrontada com outras fontes, houve a admissão de que esse participação era "dez vezes maior".

A ação deve vir seguida de uma multa a quem prestou, de fato, informações erradas ao Cade. Essa multa pode ser de 5 mil a 5 milhões de reis  e as empresas ou as pessoas físicas citadas poderão recorrer. Em princípio, serão notificados a Novatec, o Instituto Grande ABC (IGABC) e o Grupo Anhanguera, mas pessoas físicas também poderão ser incluídas nesse ação.

Leia também: 
Cade aprova aquisição da Trip pela Azul com restrições
Cade aprova compra de lojas do Baú pelo Magazine Luiza

Cade aperta o cerco - Inspeções mais profundas como esta já foram feitas pelo Cade em outros setores, como saúde, frigoríficos, cimento e siderurgia. Em alguns deles, a autarquia percebeu que alguns grupos com atuação sólida no país começaram a usar holdings e outras empresas para abarcar o maior volume possível de companhias do mesmo ramo.

Isso diminuiu a concorrência em alguns segmentos da economia, criando um ambiente de manipulação do mercado e de preços de produtos e serviços, de acordo com o Cade. A análise de operações isoladas deu lugar a uma avaliação conjunta de fusões e aquisições e, em alguns casos, ajudou a barrar o movimento de penetração maciça de um só grupo em determinado setor.

Essa visão mais global de uma atividade será usada agora na área de Educação. "Estamos atuando em uma política de descruzamento de concorrentes para fazer com que os concorrentes realmente concorram entre si", disse o conselheiro Alessandro Octaviani.

(Com Estadão Conteúdo)

ANHANGUERA DIZ QUE NÃO FORNECEU INFORMAÇÕES ENGANOSAS SOBRE SÓCIO


07/03/2013 - POR ESTADÃO CONTEÚDO
"POSSO GARANTIR QUE A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA RODRIGUES É DE 7% E NÃO HOUVE 'ENGANOSIDADE'", DISSE VICE-PRESIDENTE JURÍDICO DA COMPANHIA

Anhanguera Educacional afirma que não houve "enganosidade" na prestação de informações ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em entrevista à Agência Estado, o vice-presidente jurídico da companhia, Khalil Kaddissi, afirmou que a empresa não forneceu informações enganosas sobre a participação de um de seus sócios.

Durante julgamento nesta quinta-feira (07/03) da aquisição da Novatec e do Instituto Grande ABC (IGABC) pela Anhanguera, o conselheiro Alessandro Octaviani, relator do caso, mencionou divergência de informação sobre a participação de um dos sócios da Anhanguera em determinado grupo empresarial da área de educação. Kaddissi afirma que a análise do Cade diz respeito ao acionista da Anhanguera Gabriel Mário Rodrigues, fundador da Anhembi Morumbi que vendeu em janeiro deste ano os 49% que detinha da instituição ao grupo americano Laureate Education.

O vice-presidente jurídico informou que Rodrigues e sua família detém uma participação indireta de 7% na Anhanguera. A participação se dá por meio do Fundo de Educação para o Brasil (FEBR), o qual, segundo informações atualizadas da companhia, detém 10% de participação na Anhanguera. "Posso garantir que a participação da família Rodrigues é de 7% e não houve 'enganosidade'", disse Kaddissi.
O executivo declarou que "em nenhum momento, a companhia informou que a participação era maior". O vice-presidente jurídico cita ainda outro caso sobre o qual o Cade pediu esclarecimentos a Anhanguera.

Segundo Kaddissi, a autarquia questionou a Anhanguera sobre a existência de algum membro da empresa que também atuasse em outra companhia de educação. Kaddissi informou que a companhia forneceu informações a respeito ao Cade em abril de 2011. Na época, de acordo com o vice-presidente jurídico, a filha de Gabriel, Angela Rodrigues, era membro do Conselho de Administração da Anhanguera.

O executivo afirma, porém, que Angela "não tinha cargo diretivo na Anhembi Morumbi" e que portanto não houve fornecimento enganoso de informações. A Anhanguera informou ainda que não foi notificada oficialmente sobre a instauração de um auto de infração por "enganosidade" e que aguarda posicionamento formal do Cade para prestar esclarecimentos ao órgão.

O julgamento da aquisição da Novatec e do Instituto Grande ABC (IGABC) foi suspenso. A interrupção se deu porque o conselheiro Eduardo Pontual fez um pedido de vista para reavaliar o processo.

Julgamento de negócio da Anhanguera é suspenso


Cade | 07/03/2013 13:35

O julgamento, pelo Cade, da compra da Novatec e do Instituto Grande ABC (IGABC) pelo Grupo Anhanguera, anunciada em abril de 2011, foi suspenso nesta quinta-feira

Célia Froufe, do 
Brasília - O julgamento, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da compra da Novatec e do Instituto Grande ABC (IGABC) pelo Grupo Anhanguera, anunciada em abril de 2011, foi suspenso nesta quinta-feira.

A interrupção se deu porque o conselheiro Eduardo Pontual fez um pedido de vista para reavaliar o processo, que estava sob a relatoria do conselheiro Alessandro Octaviani.

Pontual disse também que deseja averiguar com mais atenção a questão da rivalidade no setor de educação, por isso solicitou a possibilidade de criar uma instrução complementar para o caso.

Numa reviravolta do caso, o próprio relator decidiu instaurar um auto de infração por "enganosidade" de informações, conforme sugeriu o conselheiro Marcos Paulo Veríssimo. De acordo com Octaviani, o fornecimento de informações ao Cade para apuração da operação foi "enganoso".

Como exemplo, o relator mencionou que uma das informações que chegaram à autarquia foi a de que um dos sócios detinha 7% de participação em determinado grupo empresarial da área de educação. Depois de a informação ser confrontada com outras fontes, houve a admissão de que esse participação era "dez vezes maior".

A ação deve vir seguida de uma multa a quem prestou, de fato, informações erradas ao Cade. Essa multa pode ser de R$ 5 mil a R$ 5 milhões e as empresas ou as pessoas físicas citadas poderão recorrer.

Em princípio, serão notificados a Novatec, o Instituto Grande ABC (IGABC) e o Grupo Anhanguera, mas pessoas físicas também poderão ser incluídas nesse ação.

Julgamento de negócio da Anhanguera é suspenso


publicado em 07/03/2013 às 13h35

O julgamento, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da compra da Novatec e do Instituto Grande ABC (IGABC) pelo Grupo Anhanguera, anunciada em abril de 2011, foi suspenso nesta quinta-feira. A interrupção se deu porque o conselheiro Eduardo Pontual fez um pedido de vista para reavaliar o processo, que estava sob a relatoria do conselheiro Alessandro Octaviani. Pontual disse também que deseja averiguar com mais atenção a questão da rivalidade no setor de educação, por isso solicitou a possibilidade de criar uma instrução complementar para o caso. Numa reviravolta do caso, o próprio relator decidiu instaurar um auto de infração por "enganosidade" de informações, conforme sugeriu o conselheiro Marcos Paulo Veríssimo. De acordo com Octaviani, o fornecimento de informações ao Cade para apuração da operação foi "enganoso". Como exemplo, o relator mencionou que uma das informações que chegaram à autarquia foi a de que um dos sócios detinha 7% de participação em determinado grupo empresarial da área de educação. Depois de a informação ser confrontada com outras fontes, houve a admissão de que esse participação era "dez vezes maior". A ação deve vir seguida de uma multa a quem prestou, de fato, informações erradas ao Cade. Essa multa pode ser de R$ 5 mil a R$ 5 milhões e as empresas ou as pessoas físicas citadas poderão recorrer. Em princípio, serão notificados a Novatec, o Instituto Grande ABC (IGABC) e o Grupo Anhanguera, mas pessoas físicas também poderão ser incluídas nesse ação.
http://noticias.r7.com/economia/noticias/julgamento-de-negocio-da-anhanguera-e-suspenso-20130307.html



Correção: Anhanguera nega informação enganosa

publicado em 07/03/2013 às 19h34

A matéria enviada anteriormente continha uma incorreção. A Anhanguera não disse que 'não quis enganar o Cade sobre o sócio' e sim que 'não forneceu informações enganosas sobre a participação de um de seus sócios'. Segue matéria com o título corrigido. A Anhanguera Educacional afirma que não houve "enganosidade" na prestação de informações ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Em entrevista ao Grupo Estado, o vice-presidente jurídico da companhia, Khalil Kaddissi, afirmou que a empresa não forneceu informações enganosas sobre a participação de um de seus sócios. Durante julgamento, nesta quinta-feira, da aquisição da Novatec e do Instituto Grande ABC (IGABC) pela Anhanguera, o conselheiro Alessandro Octaviani, relator do caso, mencionou divergência de informação sobre a participação de um dos sócios da Anhanguera em determinado grupo empresarial da área de educação. Kaddissi afirma que a análise do Cade diz respeito ao acionista da Anhanguera Gabriel Mário Rodrigues, fundador da Anhembi Morumbi que vendeu em janeiro deste ano os 49% que detinha da instituição ao grupo americano Laureate Education. O vice-presidente jurídico informou que Rodrigues e sua família detém uma participação indireta de 7% na Anhanguera. A participação se dá por meio do Fundo de Educação para o Brasil (FEBR), o qual, segundo informações atualizadas da companhia, detém 10% de participação na Anhanguera. "Posso garantir que a participação da família Rodrigues é de 7% e não houve enganosidade", disse Kaddissi. O executivo declarou que "em nenhum momento, a companhia informou que a participação era maior". O vice-presidente jurídico cita ainda outro caso sobre o qual o Cade pediu esclarecimentos a Anhanguera. Segundo Kaddissi, a autarquia questionou a Anhanguera sobre a existência de algum membro da empresa que também atuasse em outra companhia de educação. Kaddissi informou que a companhia forneceu informações a respeito ao Cade em abril de 2011. Na época, de acordo com o vice-presidente jurídico, a filha de Gabriel, Angela Rodrigues, era membro do Conselho de Administração da Anhanguera. O executivo afirma, porém, que Angela "não tinha cargo diretivo na Anhembi Morumbi" e que portanto não houve fornecimento enganoso de informações. A Anhanguera informou ainda que não foi notificada oficialmente sobre a instauração de um auto de infração por "enganosidade" e que aguarda posicionamento formal do Cade para prestar esclarecimentos ao órgão. O julgamento da aquisição da Novatec e do Instituto Grande ABC (IGABC) foi suspenso. A interrupção se deu porque o conselheiro Eduardo Pontual fez um pedido de vista para reavaliar o processo. (colaborou Célia Froufe)

http://noticias.r7.com/economia/noticias/correcao-anhanguera-nega-informacao-enganosa-20130307.html

Após rali de 2012, Kroton e Anhanguera desdobram ações neste mês


Kroton fará desdobramento das ações na proporção de 2 para 1, enquanto ativos da Anhanguera serão desdobrados de 3 para 1, depois de expressiva alta no ano anterior

Por Lara Rizério |16h24 | 05-03-2013

SÃO PAULO - As companhias do setor de educação tiveram um desempenho vigoroso no ano passado a despeito do cenário ruim para a maior parte do mercado. Com isso, após o forte rali obtido em 2012, as companhias do setor de educação Kroton (KROT3) e Anhanguera Educacional (AEDU3) anunciaram no final de fevereiro que irão desdobrar as ações, levando a uma diminuição dos preços dos ativos.

A Kroton passará a negociar os seus papéis com desdobramento na quarta-feira (6). As ações serão desdobradas de um para dois. Já as ações da AEDU3 ficarão ex-desdobramento na próxima semana, com três novos ativos para um existente atualmente. Esta mudança acontecerá no próximo dia 12 de março e, com isso, o capital social da Anhanguera passará a ser dividido em 437.070.783 ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal.

Nos últimos 365 pregões, os papéis KROT3 registraram alta de 120% enquanto, no mesmo período, os ativos AEDU3 registraram ganhos de 88%. Considerando o ano de 2012, os ativos KROT3 tiveram ganhos de 151,49%, enquanto os aitvos AEDU3 também tiveram alta menos expressiva, de 72% no período. 

Com o desdobramento, as ações das companhias serão multiplicadas, respectivamente, pelos fatores 0,5 e 0,333. A correção é aplicada dividindo cada preço anterior a data de desdobramento pelo fator. Esta mudança implica em um aumento da liquidez devido a diminuição de preços, tornando mais acessível aos investidores de menor porte ao tornar mais fácil a operacionalização.  

Assim, caso as ações KROT3 fechem a R$ 54,00 nesta sessão, elas passarão a ser negociadas a R$ 27,00 no próximo pregão, valor ainda acima dos R$ 18,39 de fechamento do ano de 2011. Enquanto isso, se os papéis AEDU3 fecharem o pregão do próximo dia 11 de março a R$ 42,00, seus papéis abrirão para negociação na sessão seguinte a R$ 14,00, abaixo dos R$ 20,10 de fechamento de 2011. 

Cenário para o setor é positivo
Em relatório de meados de fevereiro, o analista da Safra Corretora, Marcio Osako, destaca o cenário positivo para o setor, com os preços dos ativos se aproximando do cenário perfeito, mas ainda faltando um pouco. "Ainda há espaço para mais (altas)", avalia. 

De acordo com o analista, a alta dos papéis do setor, incluindo as ações da Estácio (ESTC3), que não serão desdobradas no mês, foi justificada pelos fundamentos melhores, com ganhos não esperados, risco de execução reduzido, fusões e aquisições e melhores perspectivas com o FIES (Financiamento Estudantil). 

Segundo Osako, a tendência positiva deve continuar, impulsionada por níveis mais altos de captação. Já a Kroton deve aplicar aumentos da mensalidade acima da inflação, ressalta o analista, avaliando que a companhia se beneficiou do forte crescimento de captação. 

A consolidação das aquisições realizadas recentemente também é um catalisador importante para os papéis do setor. Neste cenário, Osako destaca a Kroton, que após uma pausa para digerir a Uniasselvi, deve retomar fusões e aquisições com espaço para despender de R$ 700 milhões a R$ 1 bilhão. A Anhanguera, por outro lado, irá focar na integração das aquisições.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Defensoria Pública processa Anhanguera-Uniderp por descaso com alunos carentes


01/03/2013 13:00  
Mayara Sá 

Após denúncias do Midiamax e de outros jornais sobre o péssimo tratamento que os estudantes do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) estavam recebendo na Universidade Anhanguera-Uniderp para conseguir aderir ao programa federal, a Defensoria Pública de Campo Grande ingressou com uma Ação Civil Pública contra a instituição. Nas matérias, o Midiamax mostrou que os estudantes ficavam horas nas filas, nas calçadas, sem acesso ao banheiro, para conseguir a senha de atendimento do programa.

O Defensor Público, Amarildo Cabral, explicou que a ação requer a condenação da instituição de ensino em danos materiais e morais coletivos, bem como, a prestação de serviços de qualidade e eficientes aos consumidores. Para o defensor, a conduta da Universidade descumpre o Código de Defesa do Consumidor. “Total desrespeito ao público hipossuficiente. Não por menos, várias vezes a questão foi abordada pela mídia, em Campo Grande. É um imenso sofrimento aos estudantes carentes que buscam acesso ao Fies”, destacou.

A Defensoria lembrou que os alunos carentes ficavam nas filas durante toda a madrugada para conseguir a senha de atendimento. E muitas vezes, sequer conseguiam. Uma estudante contou que passou a madrugada no local e só conseguiu o número após cinco tentativas. “Cheguei à universidade às 2 horas da manhã, fiquei na calçada como se fosse uma mendiga, quando foi 5 horas entrei na Universidade, peguei a senha de número 38 e só saí de lá às 16 horas. Um descaso total, falta de respeito, afinal nada ali é de graça, pagamos por tudo aquilo e ainda temos que passar por esse tipo de situação, sem falar que esta foi a quinta vez que fui lá. Nas outras vezes não consegui pegar a senha”, relata.

A Defensoria quer que a universidade abra os portões durante a noite para que os acadêmicos possam aguardar abrigados do frio, da chuva e com acesso aos sanitários enquanto esperam pelo atendimento do Fies. O defensor público disse que não há motivo que justifique o descaso. “Há guardas particulares no local e os portões poderiam ser abertos, sem qualquer risco à Universidade Anhanguera-Uniderp, e com melhoria nas condições de atendimento ao consumidor”.

Ainda segundo a Defensoria, outra omissão grave da universidade consiste em não estabelecer sistema de preferência para idosos, gestantes, mulheres com crianças e portadores de necessidades especiais, o que causa ainda mais sofrimento aos interessados no benefício do FIES.

Estudantes da Anhanguera reclamam da troca de campus


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013 7:00
Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC
  
Estudantes do curso de Gestão Ambiental do campus 2 do Centro Universitário Anhanguera de Santo André, antiga UniA, na Vila Assunção, protestam contra a mudança das aulas para a unidade da instituição de ensino no bairro Campestre, a UniABC, a partir deste semestre.
As aulas começaram ontem para os veteranos, que, inconformados, se reuniram para estudar maneiras de convencer a Anhanguera a rever a decisão.
A reclamação dos alunos inclui desde problemas com trânsito no deslocamento até a UniABC, aumento dos gastos em razão da necessidade de utilizar mais de um ônibus em alguns casos, sensação de insegurança na unidade do bairro Campestre e aviso por parte da faculdade 20 dias antes do início das aulas. São cerca de 120 estudantes insatisfeitos com a mudança, sendo que pelo menos três já trancaram a matrícula, segundo os alunos.
A editora de vídeo Ana Maria Cristina Maraes, 27 anos, destaca que passará a chegar atrasada todos os dias tendo em vista o tempo de deslocamento entre o curso profissionalizante que faz antes da aula até a faculdade. "Já escolhi o local do curso perto do campus 2, antiga UniA, para facilitar minha vida e agora não sei a que horas conseguirei chegar na aula", diz. A aluna do terceiro semestre observa que só não pede transferência para outra universidade porque recebe bolsa de estudos.
Para outra estudante, que preferiu não se identificar para não perder a bolsa de estudos, a escolha da unidade da Vila Assunção se dá em razão de ser mais próxima do trabalho e de casa. "Para chegar até a UniABC preciso atravessar a cidade inteira e pegar mais um ônibus, o que me trará gasto de cerca de R$ 200 a mais por mês", explica. A estudante do 3º ano observa ainda que falta apenas um ano para concluir o curso, o que não justifica a mudança.
A direção do Centro Universitário Anhanguera de Santo André informou que a transferência dos alunos do curso de Gestão Ambiental faz parte do projeto de expansão da instituição. Segundo a faculdade, a mudança visa o aprimoramento de infraestrutura e do modelo de ensino, proporcionando aos estudantes salas de aula mais amplas, laboratórios para atividades práticas e estacionamento. A instituição ainda esclarece que os alunos foram devidamente informados da mudança no início de fevereiro.

http://www.dgabc.com.br/News/6011271/estudantes-da-anhanguera-reclamam-da-troca-de-campus.aspx

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Análise: Consumidor busca conteúdo, e não apenas preços baixos


19/02/2013 - 05h30

CARLOS MONTEIRO
ESPECIAL PARA A FOLHA

A partir dos anos 90, o crescimento do ensino superior particular foi impressionante. De um lado, permitiu o acesso crescente de um número cada vez maior de pessoas de menor poder aquisitivo e menor base cultural. De outro, fez surgir um mercado extremamente competitivo.

Em primeiro lugar, essa grande competição pelo aluno (2.300 instituições, oferecendo 30 mil cursos e mais de 3,5 milhões de vagas) gerou uma grande ociosidade (carteiras vazias).

A seguir temos o fenômeno da concentração de matrículas (2% das instituições concentram 30% do alunado) e da concentração em determinados cursos (administração e direito somam um terço do total de estudantes).

O terceiro fator é a consolidação, ou seja, a formação de grandes grupos que trabalham em rede, com economia de escala, padronização e preços baixos. Tais organizações, de capital aberto ou fechado, transformaram o setor, profissionalizando-o.

Por fim, o quarto fator: a comoditização. Mais e mais instituições e cursos iguais, com professores iguais, com atendimento igual disputam o mercado dos sonhos do jovem brasileiro.

A trágica estratégia do "me tôo" se torna o mantra da maioria das 1.500 pequenas e médias instituições de ensino superior (se o modelo de curso é o mesmo e os professores também, o que faz a diferença é o preço baixo).

Querendo acompanhar a tendência dos preços baixos, que exigem escala, e o "tsunami" do consumo da nova classe média, as instituições esqueceram-se do "cliente".

Ao optar por preço, praticaram o "trade-off" de valor, deixando de preencher o conteúdo do diploma com competências e habilidades que o mercado necessita.

O sonho da classe C é o diploma de curso superior. Para que esse sonho não se transforme em pesadelo, é preciso que as instituições vendam valor, e não apenas preço. E o valor é definido pelo cliente, que faz um esforço extra para adquirir o produto/serviço (se não percebo valor, eu saio!! A consequência é a elevada taxa de evasão).

CARLOS MONTEIRO é presidente da CM Consultoria, empresa especializada em gestão no ensino superior.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Reitora proíbe manifestações sem autorização prévia na PUC-SP


Também será necessário pedir permissão para organizar eventos públicos nos câmpus
15 de fevereiro de 2013 | 20h 49

Carlos Lordelo, do Estadão.edu
A reitora da PUC-SP, Anna Cintra, proibiu a realização de "manifestações e eventos públicos" sem autorização prévia nos câmpus. O objetivo, segundo ela, é "não comprometer o desenvolvimento das atividades letivas e administrativas" da universidade. O ato foi publicado nesta sexta-feira, 15, e enviado por e-mail para toda a comunidade acadêmica.

Anna Cintra foi nomeada para a reitoria, em novembro, apesar de ter ficado em terceiro e último lugar na eleição da qual participaram alunos, funcionários e professores. A escolha do grão-chanceler da PUC-SP, o cardeal d. Odilo Scherer, revoltou parte da comunidade acadêmica, que fez greve no fim do semestre letivo.

A paralisação foi marcada por uma série de manifestações nos câmpus, sobretudo no maior deles, o de Perdizes, na zona oeste. Alunos em greve costumavam colocar som alto pela manhã, atrapalhando as aulas das turmas que não tinham aderido à mobilização contra a reitora.

Também é comum a realização de festas dentro da universidade. Como a unidade de Perdizes é aberta, em tese qualquer pessoa pode participar dos eventos à noite.

Em janeiro, Anna Cintra discutiu a segurança no câmpus e no entorno com representantes da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar, além do subprefeito da Lapa e de membros dos Conselhos Comunitários de Segurança da Lapa e de Perdizes. Na pauta do encontro ganhou destaque a realização de festas na universidade.

A partir de agora, para organizar eventos públicos na PUC-SP será necessário pedir permissão à Pró-Reitoria de Cultura e Relações Comunitárias. O ato de Anna Cintra diz que "ficam sujeitas aos efeitos da lei quaisquer manifestações que configurem formas de intolerância ou ofensa à dignidade humana". Quem descumprir as novas normas poderá sofrer medidas administrativas.

Vaticano confirma Anna Cintra na reitoria da PUC-SP

15 de fevereiro de 2013 | 20h 41

EQUIPE AE - Agência Estado
O cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, entregou na tarde desta sexta-feira o decreto do Vaticano que confirma a professora Anna Cintra como reitora da PUC-SP no quadriênio 2012-2016. O texto é assinado pelo cardeal Zenon Grocholewski, prefeito da Congregação para Educação Católica.

No documento, Grocholewski diz que Anna Cintra tem "títulos e qualidades" que demonstram sua "idoneidade" para o exercício do cargo. O cardeal afirma também que a escolha da professora para a reitoria foi "legítima" e seguiu o estatuto da universidade. Uma cópia do decreto em português e outra em latim foram enviadas para toda a comunidade acadêmica da PUC-SP nesta noite.

Anna Cintra foi nomeada reitora apesar de ter ficado em terceiro lugar na eleição para o cargo, em agosto. A lista tríplice foi enviada para dom Odilo, que é grão-chanceler da universidade. A escolha do cardeal revoltou parte dos alunos, professores e funcionários. O segundo semestre letivo de 2012 foi marcado por uma greve que reuniu os três setores.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Quadrilha vendia vagas de medicina da Anhanguera-Uniderp


28/01/2013 10:05
Tatiana Pires
A Anhanguera-Uniderp é uma entre as 12 faculdades, onde uma quadrilha implantou um esquema de venda de vagas para o vestibular de medicina. Para ser aprovado, o estudante não precisava estudar, eles pagavam entre R$ 60 mil e R$ 90 mil.

Em nota, o Grupo Anhanguera Educacional informa que “foi procurado pela Polícia Federal em 2012, colaborando com a apuração dos fatos, mas não foi notificada de irregularidades após a conclusão da investigação”.

A fraude consistia no envio das respostas corretas aos estudantes que compravam a vaga através de um ponto eletrônico e quando a fiscalização apertava as respostas eram enviadas por mensagens de celular, lidas no banheiro em aparelhos escondidos. As respostas eram encaminhadas por estudantes de medicina que faziam parte da quadrilha. Nomeados como ‘pilotos’, eles resolviam as provas rapidamente. Cada piloto resolvia as questões de apenas uma matéria, para garantir o maior número de acertos possível. Eles passavam os gabaritos por telefone para uma central em Goiânia, onde os ‘assistentes’ repassavam tudo para os vestibulandos envolvidos.

Na quadrilha, cada um tinha uma tarefa. Quem negociava com os pais e os candidatos o valor da fraude eram chamados de corretores. Havia também os treinadores, que tinham a missão de ensinar os alunos o passo a passo do golpe.

As investigações da polícia apontam o clínico geral Luciano Cançado, 39 anos, como coordenador do grupo. Luciano alugou uma casa em um bairro de classe média de Goiânia, onde morava e também se reunia com os integrantes da quadrilha.

Segundo reportagem que foi ao ar no Fantástico ontem (27), a quadrilha descoberta no interior de São Paulo, agia em seis estados brasileiros. Além de Mato Grosso do Sul e São Paulo atuavam em Piauí, Maranhão, Goiás e Rio de Janeiro. As investigações foram iniciadas em 2011.

O delegado Alexandre Braga afirmou que tem provas como extratos bancários com depósitos na conta de Luciano e confissões de integrantes da quadrilha. Ao todo foram 15 envolvidos, que foram indiciados e devem responder por três crimes: estelionato, formação de quadrilha e divulgação de segredo, de sigilo de concursos públicos ou vestibulares.

A Polícia Federal informou que não há evidências de que as universidades fossem coniventes com o esquema. Mas pode ter havido falhas na fiscalização.

Através do comunicado, o Grupo Anhanguera Educacional diz ainda que “É relevante informar que, por oferecer curso de medicina conceituado com nota 5 no Enade, o Grupo mantém forte esquema de fiscalização instalado durante a prova de vestibular”.

As investigações, agora, estão na fase de levantamento dos alunos que estão cursando medicina ou já se formaram, mas que foram aprovados porque compraram as vagas. A polícia informou que eles também vão responder criminalmente.

O MEC (Ministro da Educação) promete aplicar punições acadêmicas nos envolvidos. “Eles vão ser todos identificados, vão ser expulsos da faculdade, os que eventualmente ainda estejam, e se forem formados terão seus diplomas cassados. Porque toda a vida acadêmica deles é uma fraude”, afirmou o ministro Aloizio Mercadante.

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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Educação não pode ser negociada na Bolsa de Valores


Publicado em 22/01/2013

A necessidade de regulação da educação privada sempre foi e continua sendo uma das principais bandeiras da Contee, só reforçada, nos últimos anos, pelo crescente processo de mercantilização do ensino superior privado, sistematicamente denunciado pela Confederação, com a injeção de capital estrangeiro nas instituições dominadas pelos grandes tubarões do ensino, que visam ao lucro em detrimento da qualidade do ensino. Isso acarreta diversos danos, entre os quais também pedagógicos e trabalhistas.

Atualmente, quase 5 milhões de estudantes cursam graduação em instituições privadas no Brasil, contra 1,7 milhão nas universidades públicas. Os dados são do Censo da Educação Superior, do Inep.

“A educação não pode ser negociada na bolsa de valores. Não é uma mera relação de cliente e empresa, mas sim uma questão de formação do cidadão brasileiro. Precisamos tratar da valorização do professor, da qualidade do ensino e da pesquisa, do desenvolvimento intelectual do estudante, não somente dos lucros”, enfatizou a coordenadora da Secretaria de Assuntos Educacionais da Contee, Adércia Bezerra Hostin, que participou de debate sobre o tema do 14º Conselho Nacional de entidades de Base (CONEB) da UNE. Adércia enfatizou ainda que o processo de financeirização coloca em risco a soberania nacional, uma vez que empresas estrangeiras não têm nenhum compromisso com o desenvolvimento nacional.

Entre os convidados para o debate, além da diretora da Executiva da Contee, estavam o diretor de política regulatória do Ministério da Educação (MEC), Adalberto Maciel Neto e o ex-diretor da UNE, Ubiratan Cassano. Com a sala lotada de estudantes, as falas dos debatedores giraram justamente em torno da preocupação com a grande participação dos grupos internacionais que hoje dominam o setor educacional privado no Brasil.

“Hoje a educação está praticamente subordinada aos interesses do capital. Das dez instituições superiores com maior concentração de matrículas no país, nove são instituições particulares”, destacou Adalberto. Já Ubiratan frisou que, atualmente, o ensino privado brasileiro é dominado por apenas quatro grandes grupos de capital aberto, segundo levantamento feito em 2008. “O que vemos são conglomerados econômicos no campo da educação, grupos que abriram o capital, que têm que prestar contas aos investidores, e não aos estudantes”, criticou.

Regular é preciso

As discussões também ressaltaram a importância do projeto de lei para a criação do Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação do Ensino Superior (Insaes), defendida pela Contee. “Este instituto fiscalizaria fusões, aquisições, cisões e transferências de mantenças previamente. A realização de avaliações in loco e a suspensão dos dirigentes e representantes de universidades com irregularidades também constam no projeto”, resumiu Adalberto.
A criação do Insaes visa a ampliar o processo de avaliação do ensino superior, a partir de critérios que incluam, por exemplo, resultados no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) e o atendimento à exigência do MEC de um número mínimo de mestres e doutores em universidades e centros universitários.

A má qualidade do ensino levou o MEC a descredenciar, no ano passado, quatro instituições privadas de ensino superior no país. Além disso, segundo dados da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior, entre 2011 e 2012 foram abertos 868 processos de supervisão baseados em reclamações. Atualmente estão em andamento 1,4 mil processos.

“Vimos casos de escolas de medicina que não têm aula prática. Como funciona isso?”, questionou o secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior, Jorge Rodrigo Messias, também durante o Coneb. Segundo ele, o setor carece de regulação. “Não queremos fechar as instituições, não é nosso objetivo. Mas temos que garantir a qualidade do ensino.”

Da redação, com informações da UNE e da Agência Brasil

Anhanguera fecha turno da manhã

22/01/2013 07:00:00

Andressa Dantas 
Especial para o Diário
Alunos do 5º ano de Direito da Universidade Anhanguera (antiga UniABC) foram surpreendidos, após fazer a rematrícula, com o fechamento da turma do período matutino, decisão informada em reunião com a coordenação do curso.
Conforme os estudantes, a faculdade ofereceu duas opções: transferência para o período noturno ou outras unidades da rede (com 50% de desconto nas mensalidades), ou transferência para outra instituição (com custos assumidos pela Anhanguera).
Para os alunos, as duas opções seriam inviáveis. A primeira porque a maioria exerce atividade remunerada nos períodos da tarde ou noite. A segunda, porque nenhuma faculdade aceita transferências no último ano de graduação.
Em comunicado, a Anhanguera informou que não houve número mínimo de rematrículas para o período, mas que disponibilizará bolsas de estudo para os alunos em caso de transferência de turno, unidade ou instituição.
Descontentes com a situação, alunos entraram com pedido no MP (Ministério Público) solicitando intervenção na decisão. "Mesmo que a faculdade nos pague o curso em outra universidade, para fazermos essa mudança pegaríamos uma série de adaptações curriculares que resultaria em atraso da formatura", reclamou o aluno Gabriel da Silva Achcar, 23 anos.
Para o estudante Ricardo Rodrigues, 38, a situação é decepcionante. "Estou redigindo mandado de segurança coletivo contra a decisão."
A assessora técnica do Procon-SP, Marta Aur, afirmou que a atitude pode ser considerada como prática abusiva. "É difícil obter transferência neste período, mas é possível entrar com liminar solicitando facilitação no trâmite. Como todo o processo foi feito sem aviso prévio e houve quebra de contrato, os alunos podem pedir até indenização ou liminar para continuidade da turma até o término do curso."
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Anhanguera compra Instituto Excelência por R$18 mi


14/01/2013 - 08h59 | do UOL Economia 

No Rio RIO (Reuters) - A Anhanguera Educacional anunciou nesta segunda-feira a compra do Instituto Excelência, controladora da instituição de ensino Juspodium, por 18 milhões de reais. A operação marca a entrada do grupo em Salvador. Esse valor é quase a metade do orçamento de até 40 milhões de reais que a companhia tem disponível neste ano para fusões e aquisições, segundo comunicado da Anhanguera ao mercado. Até dezembro, a Juspodium tinha 3,1 mil alunos de pós-graduação e cursos preparatórios e deu entrada no Ministério da Educação para ter cursos de graduação. Segundo a Anhanguera, em 2013, a receita líquida esperada para a Juspodium é de 15 milhões de reais e a previsão de lucro líquido é de 2,5 milhões, sem considerar os cursos de graduação. A companhia afirmou que a compra do instituto é "positiva em termos de múltiplos (EV/Aluno de 5,8 mil reais por aluno, EV/Receita de 1,2 vezes e P/E13e de 7,2 vezes)". (Por Diogo Ferreira Gomes)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Estudantes temem avanço da desnacionalização no ensino superior


17 DE DEZEMBRO DE 2012 - 10H54 


Thais Silva é estudante do primeiro ano de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid) e preocupa-se com o futuro de seu curso superior. “Soube que haverá mudanças drásticas, pois a Unicsul comprou a Unicid. Estou preocupada se realmente o ensino continuará sendo bom ou terei que procurar uma nova faculdade pelas mudanças que terão”, conta.


A compra foi efetivada no primeiro semestre deste ano e custou à Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul) R$ 180 milhões. O negócio só foi possível graças à entrada de um novo sócio no grupo: o fundo inglês Actis comprou 37% da universidade. 

Em 2011, 27 aquisições de universidades particulares por grupos financeiros movimentaram mais de R$ 2,4 bilhões. O maior negócio foi fechado pela Kroton Educacional SA, com sede em Belo Horizonte (MG). O grupo adquiriu a Universidade Norte do Paraná (Unopar) por R$ 1,3 bilhão. A segunda maior aquisição foi feita pela Anhanguera Educacional Participações SA, que obteve a Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban) por R$ 510 bilhões. Tanto a Kroton como a Anhanguera atuam no setor da educação superior como companhias, com estrutura societária e participação estrangeira a partir de investidores e dos fundos de private equity, ou seja, investimentos em empresas ainda não listadas em bolsas de valores. 

Conforme aponta Daniel Iliescu, presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), este fenômeno de desnacionalização avança com força: “Hoje, diria que 1/3 das instituições de ensino superior privadas são controladas pelo mercado estrangeiro e quase 50% das matrículas estão no poder do capital estrangeiro”, descreve. 

O mesmo alerta é feito por Walcyr de Oliveira Barros, vice-presidente da Regional do Rio de Janeiro do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). Segundo ele, se esses grupos financeiros não estão diretamente ligados à administração das universidades privadas, empresas internacionais são portadoras de ações desses estabelecimentos e, com o tempo, passarão a ser acionistas majoritárias. Para Iliescu, trata-se de um problema de “soberania nacional”, uma vez que a produção de conhecimento nessas instituições vai seguir uma lógica que não é a de produção de conhecimento para o Brasil, mas sim a serviço do capital que sustenta essas universidades. 

Fonte: Brasil de Fato

Em São Paulo, 24 cursos são reprovados


20/12/2012 às 06h54min - Atualizada em 20/12/2012 às 06h54min



Na capital paulista, 24 cursos, em 11 instituições de ensino, foram punidos pelo MEC (Ministério da Educação) após desempenho ruim em avaliações. Três instituições concentram a maioria deles: Uniban (cinco cursos), Uni Sant'Anna (cinco) e Estácio Uniradial (cinco).

Os cursos tiveram desempenho insatisfatório em 2008 e em 2011 no CPC (Conceito Preliminar de Curso) e não poderão fazer vestibular em 2013. O ingresso de novos estudantes também está vetado.

A ex-aluna de computação da Uni Sant'Anna, Simone Macas, 32, que se formou em 2011, afirma que o curso tinha problemas estruturais, como a falta de laboratórios e de aulas práticas.

"Até hoje não consegui emprego na área." Ela teme que conseguir emprego fique ainda mais difícil após a decisão do MEC.

A Uni Sant'Anna afirmou que obteve conceito 3 no Índice-Geral de Cursos do MEC neste mês. E que os cursos com desempenho insatisfatório estão em processo de reestruturação.

A Anhanguera Educacional, que comprou a Uniban, disse que os resultados são referentes à avaliação feita logo após a aquisição. Afirmou ainda que já tem um plano de melhorias.

A Estácio Uniradial disse que não poderia se posicionar. A Faculdades Oswaldo Cruz (com dois cursos reprovados), a FMU (um) a Faculdades Integradas de São Paulo (um), a Unipaulistana (um), a Faculdade de Engenharia de São Paulo (um) e a Fipep (um) não responderam às ligações.

A Folha não conseguiu contatar o Instituto Superior de Educação Alvorada Plus (um curso) e a Faculdade Morumbi Sul (um).

Anhanguera pagará mais dividendos e comprará menos unidades, diz Valor




Segundo o jornal a empresa pretende ainda diminuir seu endividamento em 2013 e aumentar o número de alunos em seus campi

Por Carolina Gasparini |9h35 | 14-12-2012

SÃO PAULO - A Anhanguera (AEDU3) elaborou uma nova estratégia para 2013. Após realizar grandes aquisições neste ano, a companhia pretende investir menos em compras e pagar mais dividendos, diz reportagem do jornal Valor Econômico desta sexta-feira (14).

A companhia vai disponibilizar entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões para aquisições e aumentará a distribuição de dividendos de 1% para 25% do lucro líquido. As regras do Novo Mercado exigem uma distribuição mínima de 25%, exceto quando há um estatuto determinando um percentual diferente como é o caso da Anhanguera. 

Segundo o jornal, em 2013 a empresa também criará cursos a distância ministrados inteiramente pela internet.

A reportagem destaca ainda a redução do endividamento da Anhanguera, que chegou a R$ 627 milhões no terceiro trimestre e a meta de praticamente dobrar o número de alunos em seus campi até 2015, com aproximadamente 500 mil alunos.

BTG recomenda manutenção do fundo imobiliário Anhanguera Educacional


Fundo é composto por três imóveis que se encontram nas regiões de Valinhos, Leme e Taboão da Serra

Por Gabriella D'Andréa |11h00 | 19-12-2012

SÃO PAULO - O BTG Pactual recomendou a manutenção do fundo imobiliário Anhanguera Educacional (FAED11B), considerando o dividend yield de 8,65% para 2013. Também foram levados em conta o bom posicionamento de mercado e a boa qualidade de crédito do inquilino.

O fundo foi adquirido com o intuito de adquirir terrenos e imóveis destinados ao desenvolvimento, ampliação e posterior exploração pela Anhanguera Educacional (o 2º maior grupo de educação do mundo em alunos). O contrato firmado entre a instituição e o fundo é de longo prazo e os imóveis se encontram nas regiões de Taboão da Serra, Leme e Valinhos.

Todos os imóveis já foram concluídos e ao adquirir o fundo, o cotista fica exposto a dois setores importantes do crescimento: o mercado imobiliário brasileiro e o segmento educacional. Além disso, o inquilino possui forte presença no nicho em que atua o que dá uma boa previsibilidade de receita.

Diante desse cenário, a expectativa é que a receita cresça em linha com os repasses anuais da inflação (IPCA) e que alcance um dividend yield de 8,65% para o próximo ano, considerando o valor de entrada em suas cotas (R$ 149,00).

Riscos
O BTG não vê grandes chances do grupo Anhanguera deixar os imóveis nos quais se encontra, devido ao processo consolidação pelo qual o setor de educação vem passando. Além disso, o fato do fundo estar concentrado em um único inquilino não preocupa os analistas. 

"Apesar de o fundo estar alugado integralmente à Anhanguera, a boa qualidade decrédito, forte posição de mercado e elevada reputação da mesma mitiga o riscoresultante da baixa diversificação da base de locatários do FAED11B", dizem

Projeções
O fundo tem retornado aos seus cotistas rendimentos médios de 10,93% (valor bruto) nos últimos 12 meses, ante 8,82% (bruto) do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) no mesmo período.

Devido ao caráter defensivo da aplicação, a instituição acredita que a renda do imóvel deve evoluir gradualmente alinhada à evolução da inflação (medida pelo IPCA). “Em nosso modelo, não consideramos repasses superiores à inflação (leasing spread), fazendo com que o seu dividend yield se comporte de maneira estável e apresente crescimento gradual ao longo do tempo”, frisa o BTG.

O maior risco que o fundo corre é em um cenário de aumento dos juros reais pelo Banco Central, o que faria com que os cotistas exigissem um retorno acima dos títulos públicos. E caso isso não aconteça, muitos podem deixar o investimento, fazendo com que as cotas do fundo sejam depreciadas.

Outro risco é o vencimento do aluguel do campus de Valinhos em janeiro de 2014. No entanto, o BTG assume uma projeção de que o aluguel será renovado nas mesmas condições atuais, considerando apenas os reajustes da inflação e nenhum leasing spread.


Anhanguera vai frear aquisições no ano que vem



14 de dezembro de 2012 | 10h 38
AE - Agencia Estado
Depois de incorporar a Uniban, a previsão da Anhanguera Educacional é pôr o pé no freio das aquisições no próximo ano. A ordem da companhia é fazer compras "seletivas", que consumirão no máximo R$ 40 milhões. Só a compra da Uniban, firmada em setembro de 2011, porém "digerida" ao longo de 2012, exigiu um desembolso de R$ 510 milhões da companhia.

"(O valor separado para aquisições) é pequeno para o nosso padrão, é um trabalho muito focado. Estamos olhando para empresas com resultados positivos e em regiões estratégicas", explica o presidente da Anhanguera Educacional, Ricardo Scavazza.

A empresa diz que existe a possibilidade de garantir a expansão orgânica, uma vez é dona de bandeiras populares de ensino, como UniABC, Anchieta e Universidade de Guarulhos. De acordo com Scavazza, agora é a hora de a empresa "explorar a capacidade" das aquisições já feitas.

Mesmo sem fazer nenhuma compra relevante, a Anhanguera Educacional acredita que será possível atingir a marca de 600 mil matriculados alunos em 2016, nos cálculos do diretor financeiro da companhia, José Augusto Teixeira. Esse número representaria alta de 39% em relação ao patamar atual, de cerca de 430 mil estudantes.

A postura mais conservadora da Anhanguera se justificativa pelo objetivo de reduzir o nível de endividamento para até uma vez a razão de dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Atualmente o nível é de duas vezes o Ebitda, número considerado saudável, mas que a empresa quer diminuir. "Somos conservadores", diz o presidente da empresa. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Anhanguera investirá até R$ 40 milhões em aquisições no próximo ano


13/12/2012 - 12h55

O presidente-executivo da Anhanguera Educacional, Ricardo Leonel Scavazza, afirmou hoje em reunião com analistas e investidores que a companhia irá investir entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões no próximo ano. Como parte do plano de expansão, a Anhanguera pretende ingressar em Salvador, Curitiba e Rio de Janeiro, regiões em que ainda não tem presença.

"Vão ser aquisições pontuais, de empresas com resultados positivos e em mercados estratégicos. Já sabemos quais negócios são interessantes por conta dos nossos processos anteriores de fusões e aquisições" disse Scavazza.

Ao detalhar as perspectivas para 2013, o presidente afirmou também que a companhia passará a oferecer cursos de graduação ministrados 100% pela internet. Atualmente, os cursos do grupo de ensino são ministrados por meio de satélite, com aulas presenciais duas vezes por semana em polos.

"[Este modelo] atenderá um público mais velho, com filhos, que estão fora da região metropolitana. Acho que pode haver uma evasão maior, mas é sustentável financeiramente e a rentabilidade pode ser igual ou até maior em relação aos cursos telepresenciais, que têm custos com polos", disse Ricardo Scavazza, presidente da Anhanguera.

O modelo com todas as aulas pela internet é o mesmo adotado pela carioca Estácio, que vem registrando grande procura de alunos. Os valores das mensalidades e materiais didáticos usados serão os mesmos dos cursos telepresenciais.

(Beth Koike | Valor)

PF investiga tentativa de fraude em vestibular de medicina na Anhanguera Uniderp



14/12/2012 17:24
Evelin Araujo
A Polícia Federal investiga fraude em vestibulares em cerca de 40 instituições de ensino e, entre elas, está a Anhanguera Uniderp, com sede em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. A Operação Calouro, deflagrada pela Polícia Federal do Espírito Santo nesta sexta-feira (14), visa desarticular organizações criminosas especializadas em fraudar vestibulares para entidades de ensino superior de Medicina em todo o Brasil.

De acordo com a assessoria de comunicação do Espírito Santo, não foi presa nenhuma pessoa em Campo Grande, mas o esquema pode ter conseguido colocar alunos nos bancos da faculdade de Medicina da Uniderp.

O próximo passo das investigações da Polícia Federal é identificar quais seriam os alunos beneficiados com o esquema e que estão cursando, ou até já se formaram, na Universidade. 
No total devem ser cumpridos 70 mandados de prisão e 73 mandados de busca expedidos. Para realizar a operação, estão sendo empregados mais de 290 policiais federais, em 10 estados (GO, MG, ES, RJ, SP, TO, RS, AC, MT e PI) e no Distrito Federal.

Em nota, a assessoria de comunicação da Anhanguera Uniderp admite que houve uma tentativa de fraude no vestibular em 2010, mas que desconhece novos casos e que não foi oficiada sobre a operação Calouro. Confira na íntegra:

“O Grupo Anhanguera Educacional ressalta que possui um forte esquema de segurança para impedir fraudes e esclarece que em 2010 vivenciou apenas uma tentativa de fraude identificada imediatamente pela direção, que conseguiu coibir a ação em tempo hábil e encaminhou o caso à Polícia Militar. A Instituição informa também que não foi oficiada pela Polícia Federal sobre a Operação Calouro”.  

Anhanguera Falls as Brazil Criticizes Courses: Sao Paulo Mover



By Denyse Godoy - Dec 19, 2012
Anhanguera Educacional Participacoes SA (AEDU3), Brazil’s second-largest education company by market value, fell after the government said it may bar students from enrolling in courses it determined to be low performing.

Shares fell 2.5 percent to 34.50 reais at the close of trading in Sao Paulo, the steepest decline since Dec. 3. Competitor Estacio Participacoes SA (ESTC3) lost 1.2 percent to 40 reais and Kroton Educacional SA (KROT3) rose 0.2 percent to 46.50 reais after earlier falling as much as 2.9 percent. The Bovespa Small Cap index rose 0.4 percent.

Brazil’s Ministry of Education released today a list of 672 courses it deemed “unsatisfying” and ordered administrators to improve the quality within six months or stop offering them. Universities that offer those courses, including Anhanguera, Estacio and Kroton, had to sign documents committing to improve the level of education, and students can’t get loans for the ones on the government list of poor performers.

Anhanguera said in an e-mailed statement that “the courses mentioned in that list are concentrated in institutions that were recently acquired by the company, therefore, reflect previous management results.” Anhanguera acquired 12 institutions between December 2010 and September 2011 and had 18 courses included in the government list.

Kroton, which had three courses in the list, said in an e- mailed statement that it “is making efforts to improve results.” Estacio’s press office didn’t respond to a phone call seeking comment.

Anhanguera has jumped 72 percent this year while the Bovespa Small Cap index gained 27 percent in that same period.

To contact the reporter on this story: Denyse Godoy in Sao Paulo at dgodoy2@bloomberg.net

To contact the editor responsible for this story: David Papadopoulos at papadopoulos@bloomberg.net

http://www.bloomberg.com/news/print/2012-12-19/anhanguera-falls-as-brazil-criticizes-courses-sao-paulo-mover.html

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Anhanguera Educacional é condenada a indenizar aluna por cobrança indevida



02/12/2012 06h00

Estudante recorreu ao TJ/MS para aumentar o valor da condenação
Foto: Reprodução
Melodie Thayane Bagetti interpôs recurso de apelação contra sentença prolatada nos autos da Ação Declaratória de Inexistência de Débito C/C Obrigação de Fazer e Não Fazer c/c Indenização por Danos Materiais e Morais que move em face de Anhanguera Educacional S.A. em Campo Grande (MS).

Julgamento - Em primeiro grau, o pedido foi julgado parcialmente procedente para declarar a inexistência de débitos decorrentes de dois boletos e condenar a universidade ao pagamento da indenização por danos morais em R$ 3.000,00.

A apelante, em sede recursal, requereu a majoração do valor da condenação para R$ 20.000,00, obedecendo-se assim, segundo ela, o princípio da razoabilidade e equidade.

A Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negou provimento ao recurso da apelante.

No entendimento dos julgadores, "a obrigação de reparar possui dupla finalidade: compensar o dano experimentado pela vítima e punir o ofensor, a fim de servir de lenitivo, de uma espécie de compensação para atenuar o sofrimento havido, bem como atuar como sanção ao causador do dano, como fator de desestímulo, a fim de que não volte a praticar atos lesivos, sempre levando-se em conta as condições financeiras das partes".

Para o relator, desembargador Rubens Bossay, "tem-se que é incontestável o dano moral sofrido pela autora da presente demanda, mormente quando tais alegações sequer foram negadas pela instituição requerida. A apelante recorre da sentença, tão-somente, no que diz respeito ao valor da condenação, requerendo sua majoração, obedecendo-se assim o princípio da razoabilidade e eqüidade. Tenho que não lhe assiste razão".

O valor da condenação arbitrado em primeiro grau foi mantido.

Apelação 0025679-09.2011.8.12.0001

Fato Notório

http://www.fatonotorio.com.br/noticias/ver/10676/anhanguera-educacional-e-condenada-a-indenizar-aluna-por-cobranca-indevida/


Uniderp terá de indenizar acadêmica que teve nome negativado



O juiz de Direito José Eduardo Neder Meneghelli condenou a Universidade Anhanguera Uniderp a indenizar a acadêmica R.A. de O. em ação de indenização por danos morais proposta mediante a 11ª Vara Cível de Campo Grande. A sentença foi em razão da instituição ter mantido negativado do nome da requerente mesmo após ela ter cumprido o acordo de pagamento de mensalidades efetuado.

Consta do processo que a autora, após ter passado por dificuldades financeiras e não ter conseguido arcar com as mensalidades referentes a primeiro semestre de 2011, entrou em contato com a instituição a fim de realizar um acordo, no qual daria um montante como entrada e parcelaria o restante da dívida.

Segundo R.A. de O., foram efetuados todos os pagamentos, porém a universidade, quando da propositura da ação, ainda mantinha seu nome nos órgãos de proteção ao crédito.

A universidade, por sua vez, alegou que o seu sistema de dados não foi alimentado com a informação do pagamento, o que caracterizou falha da instituição bancária que recebeu tais valores. De qualquer modo, a instituição promoveu a retirada do nome da acadêmica do rol de maus pagadores antes mesmo de ser concedida medida liminar e que, sendo assim, não existiria portanto o dever de indenizar.

O magistrado entendeu ser irrelevante o fato da Anhanguera Uniderp ter retirado o nome da autora do cadastro de inadimplentes, pois o fez com atraso. O acordo foi realizado no dia 09 de agosto de 2011, o pagamento da entrada ocorreu no dia 16 de agosto de 2011 e, na data em que a acadêmica deu entrada na ação, ou seja, em 17 de maio de 2012, ela continuava com seu nome "sujo". “Resta claro o legitimo interesse da autora em buscar uma solução pelo meio judicial”, explicou Meneghelli.

Os pedidos da autora foram aceitos, “para o fim de declarar inexistente dívida perante a requerida e condenar a ré a pagar a autora a indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil”, julgou o juiz.

Processo nº 0025869-35.2012.8.12.0001
05/12/2012 - 23:26


Julgamento sobre movimento dos professores na PUC-SP será nesta quarta-feira


11/12/2012 14h31


Está marcado para o dia 12 de dezembro, às 15 horas, o julgamento no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP) do processo sobre o movimento dos professores na PUC-SP.

O julgamento acontecerá após audiência de conciliação entre as partes, realizada no último dia 29, terminar sem acordo.

Os professores protestam contra a nomeação da Profa. Anna Cintra como reitora da universidade.

Professores da UniSant’Anna estão em greve


07/12/2012 10h51

Conforme decisão da assembleia realizada no dia 23 de novembro, os docentes de ambos os campi da UniSant’Anna, Santana e Aricanduva, estão em greve devido aos atrasos nos pagamentos dos salários. Devido à greve as notas finais não serão entregues à secretaria até que todos os débitos sejam quitados.

Uma nova assembleia foi marcada para a próxima quinta-feira, dia 13 de dezembro, no Campus Santana, às 18h, para análise do movimento e discussão das próximas medidas a serem tomadas.

Acesse o Edital de Convocação para a Assembleia
Entenda o caso

Como já é publico e notório, desde o final de 2011 os docentes não recebem seus salários corretamente. Várias tentativas, com respectivos acordos, foram feitos a fim de resolver a situação com os mantenedores sem prejudicar o andamento da universidade.

sábado, 24 de novembro de 2012

Anhanguera é condenada pelo TJMS


Justiça - 23/11/2012 - 10:34 

Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande foi condenado a idenizar uma aluna.
O Centro de Ensino Superior de Campo Grande – Anhanguera Educacional Ltda foi condenado em pagar R$ 8 mil de indenização por danos morais por impedir uma aluna de realizar matrícula, fazer cobranças indevidas e reprovar a estudante, além de fazer a moça perder um semestre de aulas.


Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS), a aluna frequentava o curso de Serviço Social e, no momento de trancar o curso, recebeu orientações do funcionário da faculdade para realizar o pagamento da mensalidade de julho. Ela foi informada que poderia retornas as aulas quando desejasse, contando que não efetuasse a rematrícula.


No entanto, no semestre seguinte, a estudante foi impedida de continuar no curso por causa de débito integral do semestre anterior. Dessa forma, segundo a assessoria do tribunal, ela solicitou a declaração de inexigibilidade da dívida porquanto não usufruiu do serviço, além da condenação de danos morais.


A universidade argumentou que o contrato observa os princípios da boa-fé e probidade, e disse que o não comparecimento às aulas não anula os débitos do semestre anterior. Os contratos apresentados pela instituição de ensino, assinados pela aluna, são de 2008, sendo que o último contrato não possui assinatura ou data.


Desta forma, o relator do processo, desembargador Divoncir Schreiner Maran, entendeu que a aluna, de fato, não efetuou a rematrícula para o segundo semestre de 2009.


De acordo com informações da assessoria, para ter frequência no curso, é necessário efetuar rematrícula, por meio de contrato, com prazo de sés meses, sendo renovada a cada semestre. Por essa razão, a cobrança das mensalidades do semestre é inadequada.


O desembargador, Divoncir, entendeu o acontecido como dano moral por que a aluna foi impedida de realizar a matrícula, foi cobrada de débitos, indevidamente e, além de ter perdido um semestre de aulas, foi reprovada, pela universidade, em todas as matérias.


O relator ressaltou, de acordo com informações da assessoria, que, levando em consideração o ocorrido, a intensidade do dano, a duração do sofrimento, a repercussão e consequências, e as condições pessoais das partes, a quantia de R$ 8 mil mostra-se razoável, além dos honorários em 15% do valor da condenação.

Fonte: Bruno Chaves - Capital News (www.capitalnews.com.br) 
Foto: Divulgação

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

EBITDA da Anhanguera Educacional cresce 14,2% no 3T12



TER, 06 DE NOVEMBRO DE 2012 10:27
   
A Anhanguera Educacional teve captação recorde totalizando 209 mil novos alunos em 2012. Com isso, a expansão de margens brutas em Campus no terceiro trimestre de 2012: 4,6 p.p nas aquisições 2010/11 e 3,0 p.p. nos mesmos campus.

Diante deste cenário, o EBITDA totalizou R$ 91,6 MM, crescimento de 14,2% contra o 3T11 e R$270,5 MM nos 9M12, crescimento de 22,2%.

Contudo, obteve R$153,8 MM em Geração de Caixa após investimentos nos 9M12, crescimento de 185% vs 9M11. E com isso, reduziu a Dívida Líquida em R$ 89 MM nos 9M12.

Por fim, consegui crescimento FIES, com 60,1 mil alunos no 3T12 (+25% vs 2T12).

(Redação – Agência IN)



Estudantes ocupam reitoria da PUC durante protesto em SP


13/11/2012 22h35 - Atualizado em 13/11/2012 23h05

Alunos não concordam com nomeação da nova reitora da universidade. 
Anna Cintra foi escolhida em lista tríplice por Dom Odilo Scherer.
Roney Domingos
Do G1 São Paulo

Estudantes da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo ocuparam, na noite desta terça-feira (13), a reitoria da universidade em Perdizes, na Zona Oeste da capital paulista. A manifestação é contra a nomeação da professora Anna Cintra como nova reitora da universidade. Até as 22h, os alunos não tinham decidido durante quanto tempo irão permanecer na reitoria.
A decisão de entrar no prédio foi tomada durante assembleia com cerca de 2 mil estudantes, segundo a organização do protesto. Anna Cintra foi escolhida como nova reitora nesta terça-feira pelo presidente do Conselho Superior da Fundação São Paulo, cardeal arcebispo Dom Odilo Scherer.

O nome dela era o terceiro em uma lista tríplice, segundo os estudantes, que pedem o fim do método para a escolha dos reitores.
A comissão de comunicação do grupo que ocupou a reitoria disse que haverá, ainda nesta terça-feira, uma assembleia para decidir os próximos passos do movimento. A principal reivindicação é "que haja democracia no processo eleitoral".
Segundo um estudante que pediu para não ter o nome revelado, a última vez que a Fundação São Paulo interferiu na sucessão da reitoria, por meio da lista tríplice, foi em 2006. “A gente está em defesa da democracia no processo eleitoral e não aceita o processo de intervenção da Fundação São Paulo e, mais especificamente, do grão-chanceler Dom Odilo Scherer.”
O G1 procurou a assessoria da PUC e da Fundação São Paulo, mantenedora da universidade, e aguarda uma nota sobre a nomeação da reitora e a ocupação da reitoria.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Anhanguera quer abrir 200 polos a partir de 2013

07/11/2012 - 00h00 0


SÃO PAULO - A gigante da educação Anhanguera anunciou ontem (6) a intenção de abrir 200 novos polos de ensino a distância até 2014. Dessa forma, a instituição dobrará o número...

Paula Cristina - Agências


SÃO PAULO - A gigante da educação Anhanguera anunciou ontem (6) a intenção de abrir 200 novos polos de ensino a distância até 2014. Dessa forma, a instituição dobrará o número de polos que possui hoje.
Segundo Ricardo Scavazza, presidente da Anhanguera, o grupo educacional também começa a operar cinco novos campi de cursos presenciais já no próximo ano.
A empresa, que foi às compras nos dois últimos anos, não descarta a novas aquisições, mas dessa vez, em escala menor. "Serão aquisições seletivas, coisas pequenas, dentro do nosso orçamento. Não queremos aumentar o endividamento, nem levantar recursos", disse
Segundo o balanço da empresa, nos nove primeiros meses do ano o grupo captou 209 mil alunos, alta de 42% em relação ao mesmo período de 2011. "Este número é um recorde para uma companhia de educação no País", disse.
A companhia encerrou o terceiro trimestre com 441 mil alunos, incluindo estudantes de cursos de ensino superior e livres, tanto presenciais quanto a distância.
No terceiro trimestre a empresa obteve lucro líquido de R$ 47,9 milhões, alta de 173% ante aos R$ 17,6 milhões apurados um ano antes.
"Os resultados vieram em linha com o que esperávamos, e nossa perspectiva de crescimento e ganho de margem é muito boa", disse Scavazza.
Já o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 91,6 milhões, o que representa alta de 14,2% sobre o reportado no terceiro trimestre de 2011.

Anhanguera terá que indenizar professora por uso indevido de currículo junto ao MEC


08/11/2012 10:18
Diana Gaúna
A professora da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Heloisa Laura Queiroz Gonçalves da Costa, ganhou ação na Justiça contra a Universidade Anhanguera, por terem sido utilizados dados de seu currículo para aprovação de curso junto ao MEC (Ministério da Educação). Segundo o advogado que cuidou do caso, Marcelo Dallamico, o TJ-MS condenou a Anhanguera a indenizar a professora em R$ 15 mil.

Dallamico explicou que em 2009, ao atualizar seu currículo no sistema Lattes, a professora tomou conhecimento que sua titulação de Mestrado foi utilizada em 1994 pela então Cesup (atual Anhanguera) para aprovação de dois cursos – matemática e ciências contábeis. Contudo, a Heloísa afirma que nunca lecionou na instituição, uma vez que faz parte do quadro de servidores da UFMS, como professora em regime de dedicação exclusiva.

Como a utilização indevida de seu currículo poderia levá-la a responder por improbidade administrativa, com possível demissão a bem do serviço público, em fevereiro de 2010 a professora acionou a Universidade na Justiça.

Na ação, a Anhanguera alegou prescrição do ato e que a docente teria feito um pedido verbal de emprego na Instituição. Contudo, no dia 29 de outubro o TJ-MS (Tribunal de Justiça do Estado) deu ganho de causa à professora. Ficou comprovado nos autos que ela nunca enviou currículo a Universidade, não manteve qualquer vínculo com a instituição, nem autorizou a utilização de seu nome em cadastro perante o MEC.

Assim, restou caracterizado o uso indevido de seu nome, o que configura ato ilícito. O Tribunal determinou a exclusão do nome de Heloísa do documento, bem como o pagamento de R$ 15 mil de indenização. De acordo com o advogado, a professora move ainda outro processo contra Anhanguera, que ainda está tramitando, uma vez que a universidade recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Uniderp é condenada a indenizar aluno por levar nome ao SPC


O juiz da 9ª Vara Cível de Campo Grande, Maurício Petrauski, julgou procedente o pedido ajuizado por R.G.P. contra a Universidade Anhanguera – Uniderp, condenada a declarar extinto o débito de R$ 569,00, além de retirar o nome do autor dos cadastros restritivos de crédito (SPC/SERASA) e ao pagamento de indenização por danos morais fixado no valor de R$ 4.976,00.

De acordo com os autos, o autor narra que terminou o curso de Administração no final de 2010 pela instituição e que, portanto, não fez a matrícula do ano letivo de 2011. Assim, ao tentar fazer financiamento em um banco, R.G.P. foi surpreendido com seu nome inscrito nos órgãos de proteção ao crédito por solicitação da Uniderp devido ao débito de R$ 569,00, referente ao mês de janeiro de 2011.

O autor também alega que, ao tentar resolver a situação com a ré, obteve em 25 de março de 2011 o pedido de baixa do valor que constava indevidamente em seu nome no sistema da Universidade, e nos órgãos de proteção ao crédito.

Assim, R.G.P. requereu em juízo a retirada de seu nome do SPC/SERASA, a declaração de inexistência do débito sustentado nos autos e a indenização por danos morais n valor de R$ 15.000,00, pela inscrição indevida no rol de maus pagadores.

Em contestação, a Uniderp argumenta que a inscrição indevida ocorreu por conta de um equívoco na migração de dados do sistema de informatização antigo da universidade e que, assim que o erro foi constatado, ele foi reparado. A ré também alega que o autor ficou pouco tempo com o nome inscrito nos órgãos de proteção ao crédito e, por isso, considerou improcedente o pedido indenizatório.

O juiz analisa que “é incontroverso o apontamento indevido efetuado pela Requerida, alusivo ao suposto débito de R$ 569,00 referente ao mês de janeiro de 2011. Ora, um erro de sistema, que deixa de encerrar o vínculo contratual e, portanto, contabiliza um não pagamento, não pode ser imputado ao Requerente. Logo, a responsabilidade pelos danos oriundos desta situação é da Requerida”.

Sobre o pedido de indenização por danos morais, o magistrado concluiu que “ao expor o nome do Requerente à consulta pública como se inadimplente fosse, a Requerida praticou ato ilícito que deve ser reparado”.

Desse modo, o juiz condenou a Universidade Anhanguera – Uniderp a declarar extinto o débito levantado nos autos, a retirar o nome do autor dos órgãos de proteção ao crédito e ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 4.976,00.

Processo nº 0019586-30.2011.8.12.0001

06/11/2012 - 11:47